Visite pontos turísticos de Roma e volte para casa com euros no bolso

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Aproveitando Roma sem gastar muito21 fotos

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Para poluir menos e economizar, conheça a cidade utilizando o serviço ATAC bike sharing, pago por cada meia hora de uso das bicicletas Alfredo Santucci/UOL
Roma nunca foi uma cidade barata, mas com um pouco de atenção é possível driblar as clássicas armadilhas para turistas e voltar para o Brasil com alguns euros no bolso. Para evitar surpresas desagradáveis a palavra de ordem é “programação”. Como em qualquer outro lugar do mundo, planejamento significa economia. É muito mais fácil negociar preços e tarifas antecipadamente do que pechinchar na última hora.

UOL Viagem selecionou algumas dicas para que você possa conhecer a capital italiana aproveitando atrações gratuitas ou baratas para fazer seus euros renderem.

Acomodações

Além das passagens aéreas, o que mais incide nos orçamento de uma viagem é sem dúvidas o custo de uma acomodação. Por esse motivo, se viajar em grupo avalie seriamente a hipótese de alugar um apartamento. Muitas vezes  a diária de um imóvel para quatro pessoas localizado em zonas centrais da cidade equivale à tarifa de um hotel periférico de médio conforto.

O site www.rome-accommodation.net pode ser um bom ponto de partida para pesquisar apartamentos no centro histórico da Cidade Eterna. O cliente seleciona o imóvel de sua preferência, seleciona uma data e, caso ela esteja disponível, efetua um depósito correspondente a 20% do valor combinado para toda a estadia. Geralmente, os custos diários incluem o fornecimento de lençóis, toalhas e a taxa de pernoite exigida pela prefeitura da cidade. De qualquer maneira, lembre-se que é sempre útil exigir um contrato detalhado do acordo de locação com o proprietário do imóvel.

  • Divulgação
    Da abertura do portão da Ordem de Malta observe uma paisagem surreal que não sairá de sua mente tão cedo: a cúpula Vaticana emoldurada por um longo corredor de árvores
Se preferir a clássica opção bed&breakfast, duas boas escolhas são “Tuttotondo” (www.tuttotondo.net), pela sua localização muito próxima ao Vaticano e pelas dicas que os hóspedes recebem sobre tudo o que acontece na cidade eterna, e “Villa Urbani” (www.villaurbani.it), uma maravilhosa casa em estilo liberty construída por volta de 1900.

Para aqueles que viajam sozinhos e não exigem tanta comodidade, uma boa pedida é inscrever-se no sitewww.couchsurfing.com, uma rede social de viajantes em busca de amigos prontos para oferecer um sofá para acolhê-lhos durante suas viagens. Em outras palavras, hospitalidade a custo zero. Para isso, basta fazer amizades com alguns dos mais de seis mil italianos inscritos no network. Outra alternativa para os mais audaciosos é o site www.homeexchange.com, um ponto de encontro virtual entre milhares de pessoas interessadas em trocas de casas durante as férias.

Transporte
Com as malas prontas e a viagem marcada, o passo seguinte é desembarcar no aeroporto internacional de Roma e escolher a maneira mais barata de locomover-se até à cidade.

A primeira alternativa é a FR1 (Ferrovia Regionale del Lazio). Trata-se de uma linha de transporte público ferroviário geralmente utilizada pelos chamados “pendolari”, pessoas que pegam os trens diariamente para trabalhar fora da capital. O trem parte a cada 15 minutos e com menos de dez euros você chega até estações como Trastevere, Tuscolana, Tiburtina ou Ostiense, em alguns casos com conexões para o metrô. Se os seu destino coincidir com os arredores da estação Termini a segunda opção é o trem Leonardo Express, que sai do aeroporto a cada 30 minutos e custa 14 euros.

Ao chegar na cidade, lembre-se que a maior parte dos monumentos concentra-se em uma área restrita, mas se pretende permanecer em Roma por alguns dias, uma boa pedida é adquirir o chamado B.T.I (Biglietto Turistico Integrato). Por 11 euros, a passagem pode ser utilizada por três dias consecutivos, para um número ilimitado de viagens em ônibus e metrôs. Outra alternativa é a CIS (Carta Integrata Settimanale), que vale por sete dias e custa 16 euros.

Se tiver coragem de enfrentar o trânsito romano e não quiser renunciar a comodidade dos táxis, evite surpresas calculando antecipadamente o preço da corrida. No sitewww.assotaxi.it, basta digitar o endereço de partida e de chegada para saber exatamente quanto custará um percurso e reservar um táxi na capital.

Para os amantes da ecologia, a melhor alternativa é o chamado ATAC- bikesharing, um serviço que oferece aos seus usuários a chance de circular pelas ruas da cidade de bicileta. Para aproveitar essa oportunidade, vá até uma das dez estações autorizadas (Stazione Termini, Lepanto, Piazza di Spagna, Anagnina, Ottaviano, Cornelia, Battistini, Ponte Mammolo, EUR Fermi e Laurentina) e pague uma taxa de 10 euros para obter uma carteirinha tipo smartcard e desbloquear uma das bicicletas espalhadas em 29 pontos estratégicos da capital. O custo do serviço é de 0,50 € a cada meia hora e você pode utilizar a bicicleta por até 24 horas consecutivas, recarregando a carteirinha sempre que desejar.

  • Alfredo Santucci/UOL
    Visite a construção antiga mais bem preservada de Roma, o Pantheon, que ainda hoje abriga um monumento a Rafael e os túmulos de reis italianos
Cultura a baixo custo
Antes de explorar a Cidade Eterna, saiba que suas principais atrações históricas e artísticas encontram-se a céu aberto. Duvida? Para poder apreciar obras de valor inestimável sem colocar a mão no bolso, basta muita sola de sapato e disposição.

Nos arredores do centro histórico, por exemplo, um programa imperdível é Santa Maria del Popolo, muito próxima da parada de metrô Flaminio. Em nenhum outro lugar do mundo você encontrará em uma só igreja um acervo artístico de expoentes do Barroco de do Renascimento. Ali você poderá contemplar obras como a “Natività” de Pinturicchio (1490), ou a Crucificação de São Pedro e a Conversão de São Paulo de Michelangelo Merisi, mundialmente conhecido como “Caravaggio”. Como se não bastasse, o lugar sagrado também abriga a Cappella Chigi, desenhada pelo genial Raffaello e completada por Bernini entre 1652 e 1656.

Ainda pelo centro, encha os olhos admirando gratuitamente a estátua de Moisés esculpida por Michelangelo e situada no interior da basílica de San Pietro in Vincoli (metrô Colosseo), a Fonte dos Quatro Rios, projetada por Bernini e localizada no centro da Praça Navona ou a beleza do monumento clássico mais bem preservado de Roma, o Panteão, que também abriga a tumba do pintor Raffaello.

Para os amantes da história, outro local imponente que merece uma visita gratuita é o Museo del Centrale Risorgimento, na Piazza Venezia. Em 2011 a Itália festejou o 150° aniversário de sua unificação e o museu reúne diversos objetos que refletem momentos importantes para o país, como fotografias, documentos, filmes e roupas como aquelas usadas pelo herói nacional Garibaldi.

Ao lado da Piazza Venezia também encontra-se outro monumento a céu aberto: o Campidoglio, praça remodelada por Michelangelo a partir de 1537 e situada na menor das sete colinas de Roma. O local sempre foi importante na história religiosa e política da capital. Ali ficavam dois grandes templos – o de Júpiter Capitolinus e o de Juno Moneta, além das assembléias do senado romano. Atualmente o lugar abriga a sede da prefeitura de Roma e a praça está circundada por três edifícios – o Palazzo Senatorio, o Palazzo dei Conservatori e o Palazzo Nuovo, além de uma cenográfica escadaria decorada com dois leões que nos guiam até a estátua de Marco Aurélio.

Gastando apenas cinco euros, um programa interessante para voltar no tempo é visitar a Basílica de São Clemente, um edifício que distingue-se dos demais porque apresenta obras arquitetônicas de três diferentes períodos: a Antiguidade clássica, a Era Cristã primitiva e a Idade Média. A parte mais curiosa do passeio é o Mithraeum do século 2 ou 3 a.C – um templo pagão dedicado ao deus Mitra, divinidade originária da Ásia Central – e os afrescos localizados na parte inferior da igreja que contam alguns dos milagres atribuídos ao papa São Clemente. Outro aspecto interessante da visita é o o afresco conhecido como “A Lenda de São Clemente”, considerado uma das primeiras história em quadrinhos do mundo. A pintura, dividida em duas partes, narra a história do prefeito romano Sisinnio e de sua perseguição a São Clemente, acusado de ter convertido a sua mulher ao Cristianismo. Na primeira, depois de ter supreendido a própria esposa em uma missa, Sissino ordena aos seus soldados a prisão de São Clemente, mas graças a uma ação divina o prefeito e seus homens tornam-se cegos e incapazes de prendê-lo. A segunda parte, por sua vez, relata que São Clemente teria tentado uma conciliação com Sisinno, que mais uma vez reagiu pedindo aos soldados para capturá-lo. No entanto, com a visão embaraçada, por engano seus homens teriam empurrado uma coluna em vez do papa e consta que durante essa missão Sissino teria dito o primeiro palavrão dentro de uma basílica, exclamando: “Fili de le pute, traite”.

Alimentação
Depois de dedicar tanto tempo aos tesouros artísticos da cidade, uma maneira de passar um dia descontraído é aventura-se entre as bancas de Campo de Fiori, que abriga uma das feiras mais famosas de Roma. No século 16, o filósofo Giordano Bruno foi queimado na praça porque ousou desafiar a Inquisição. Hoje, no entanto, o local é um dos pontos de encontro da juventude romana.

Se chegar lá pela manhã, antes de qualquer coisa aproveite para “esticar” até uma ruazinha muito pitoresca, chamada “Vicolo del Gallo”, onde à altura do número 4 você encontrará a “latteria” (leiteria) mais antiga da cidade. O local foi fundado há mais de um século e conta com uma atmosfera old style, em meio a fascinantes pôsteres amarelados e filas de latinhas de bedidas de outros tempos.

Voltando a Campo de Fiori, pechinche entre as inúmeras bancas de frutas, verduras, queijos, azeites e condimentos italianos e, se a fome bater, faça como os romanos e dê uma paradinha no Forno de Campo de Fiore, que oferece pedaços de pizza por quilo. A mais tradicional e amada pelos habitantes e principalmente pelas crianças locais é a “bianca”, com uma massa crocante e perfumada com a qual é impossível não se sujar de farinha.

A chamada “piazza al taglio”, feita em uma forma retangular e cortada em pedaços, é sempre uma maneira barata de almoçar e no centro da cidade encontram-se alguns dos melhores lugares onde experimentá-la gastando poucos euros: Roscioli (Via dei Giubbonari, 21) e Alfonso (Via delle Muratte, 14), pertinho da famosa Fontana di Trevi.

Outra opção nos arredores é disputar um lugarzinho na trattoria “Da Tonino” (Via del Governo Vecchio, 18), pouco frequentada por turistas e que prepara os grandes pratos da tradição gastronômica romana a preços muito atraentes. Durante o percurso, para evitar a compra de garrafas de água mineral, saiba que a água das fontes romanas, apelidadas de “nasoni” é potável e gratuita.

Caso escolha qualquer outro restaurante, para economizar peça o chamado “menu del giorno” (menu do dia), uma combinação de entrada, prato principal e sobremesa, às vezes com bebida incluída, a um preço médio de 15 euros. Se optar por vinhos, deixe de lado as grandes etiquetas e prefira o clásssico “vino della casa”, bem mais em conta e servido em jarras de meio litro. Ao pedir um café em um bar, tenha em mente que os preços mudam se você consumi-lo em pé, no balcão, ou sentado em uma mesa, servido por um garçom.

Para os mais ousados, uma alternativa é comprar pães e frutas frescas e organizar um piquenique em um parque como a Villa Borghese. Muitos romanos adoram economizar fazendo compras na horta dos frades da igreja de Santa Croce In Gerusalemme (Piazza di S. Croce in Gerusalemme, 12), no bairro de San Giovanni. A venda de produtos acontece de terça e sexta das 16h às 18h, às quartas-feiras das 9h30 às 12h30 e das 13h30 às 18h30 e aos sábados das 10h às 12h.

Próximo ao Vaticano, outro lugar amado pelos romanos è chamado 200 Gradi (Piazza Risorgimento, 3) um dos melhores endereços para saborear sanduíches com os ingredientes mais apreciados da cozinha italiana.

A noite, se não quiser renunciar a um passeio no boêmio bairro de Trastevere, prove a típica pizza romana na pizzaria Panattoni, conhecida pelos habitantes locais como “l’obitorio” (necrotério), por possuir longas mesas de mármore. Mais tarde, para completar o roteiro de qualquer guloso, saboreie algumas das especialidades de uma antiga fábrica de chocolates transformada em uma original cafeteria vintage; a B-Said (Via Tiburtina, 135), no descolado bairro de San Lorenzo.

  • Alfredo Santucci/UOL
    Campo de Fiori é uma das praças mais pitorescas da capital e seu colorido mercado oferece mercadorias para todos os gostos e bolsos
Para deslumbrar a visão e o olfato
Existem em Roma passeios que tornam-se ainda melhores se realizados no final da tarde. Uma sugestão é pegar a linha B do metrô até a parada Circo Massimo e visitar o “Roseto Comunale” (Via di Valle Murcia s/n), um jardim com mais de 1.100 tipos de rosas provenientes do mundo todo, como a Rosa Chinensis Virdiflora, com pétalas de cor verde e a Rosa Chinensis Mutabilis, que muda de cor com o passar dos dias.

Em 1645 o local era ocupado por uma horta da comunidade judaica local e durante a Segunda Guerra foi completamente destruído. Mais tarde, a partir da década de 50 a área foi transformada no atual jardim de rosas e para agradecer aqueles que permitiram a sua construção em um lugar sagrado, o jardim possui uma estrela hebraica em sua entrada.

No mesmo bairro, Aventino, outro passeio imperdível e sem custos adicionais é espiar a imagem quase surreal que fica logo atrás da ranhura colocada no portão da Ordem dos Cavaleiros de Malta: a cúpula vaticana emoldurada por um longo corredor de árvores do jardim da Ordem. Trata-se de uma paisagem impossível de ser fotografada e que por esse motivo ficará guardada na memória para sempre. Dali, se ainda quiser se emocionar, visite o chamado “Giardino degli Aranci”, como é conhecido o Parco Savello, um local projetado em 1932 que fica na Via di Santa Sabina e oferece uma das vistas mais lindas da cidade.

Telefonemas, internet e guias

Em vez de utilizar o telefone do hotel para entrar em contato com o Brasil, vá até uma “tabaccheria”, loja de cigarros facilmente identificável com a letra “T” e compre um cartão telefônico como a Edicard Latina. Com cerca de 10 euros você terá direito a mais de 200 minutos de conversação.

Outra opção é utilizar um dos inúmeros phone centers espalhados pela cidade. Você paga o valor do  telefonema na saída, de acordo com o número de minutos de conversa. Para utilizar a internet, se tiver à disposição um número de telefone celular italiano você poderá usufruir de um dos diversos pontos de acesso à internet wi-fi administrados pela Província de Roma. O serviço é totalmente gratuito, mas para utilizá-lo o usuário deve se cadastrar no site wasp.provinciawifi.it/owums/account/signup, criando um username e uma password. O mapa completo dos hot spots presentes na cidade pode ser acessada no site  http://85.18.173.117/mappe/index.php.

Para obter outras informações atualizadas sobre o que acontece na cidade, passe no quiosque de informações turísticas localizado na Via del Corso, na altura da Via delle Muratte, e consulte as aplicações gratuitas como aquela desenvolvida pela prefeitura da cidade, intitulada “Comune di Roma”.

Compras

Se for amante do “vintage” e o objetivo for pechinchar, a capital possui alguns mercadinhos interessantes. Todos os domingos, das 10h às 19h, por exemplo, no número 32 da Piazza della Marina (metrô Flaminio) acontece o garage sale, uma feirinha onde encontra-se de tudo um pouco.

Outro mercado famoso é o da Via Sannio, no bairro de San Giovanni, com diversas barraquinhas a céu aberto e uma outra seção em área coberta com artigos como roupas, bolsas e bijouteiras.

A cada primeiro domingo do mês, perto do rio Tibre, mais precisamente no Ponte Milvio, também acontece um mercado a céu aberto com mais de 150 barracas que vendem de antiguidades até roupas.

Para quem procura roupas de marca em brechós, bons endereços são o Dress Agency, com duas lojas em Roma (via del Vantaggio 1/b e via Plana 5a, no bairro Parioli) e Erboso (Via Filippo Corridoni, 53/55, na cidade de San Cesareo, provincia de Roma), com roupas de grife vendidas com um desconto de até 70%.  

Ainda em Roma, outros endereços interessantes são Fusodoro Emporio (Viale etiopia, 26), com marcas como Trussardi, Biagiottti e Valentino e De Nicola (Via Risorgimento, 11), com coleções masculinas como Zegna, Coveri, Krizia e Cerrutti.

Já os fãs dos outlets podem visitar o Castel Romano Designer Outlet, localizado na cidade de Pomezia, que é um distrito da capital. Para chegar lá, é oferecido um ônibus que sai da Via Marsala, perto estação Termini, às 10h, 12h e 15h ou da Piazza Risorgimento, pertinho do Vaticano, às 9h30, 12h e 14h30. O preço da passagem, que pode ser comprada a bordo, é de 12 euros.

Selma Cabral
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