Turismo minimiza protestos e espera 30 vezes mais estrangeiros em 2014

O Ministério do Turismo minimizou nesta terça-feira os impactos dos protestos contra a Copa do Mundo no trabalho de atração de visitantes estrangeiros para o Mundial de 2014. Nesta terça-feira, o secretário-executivo do órgão, Valdir Simão, afirmou que as manifestações mostram que o Brasil é um país “transparente e democrático”. Afirmou ainda que espera que o número de visitantes estrangeiros que visitará o país durante a Copa do Mundo seja cerca de 30 vezes maior do que o registrado durante essa Copa as Confederações.
Em entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro, Simão afirmou que o ministério estima que 600 mil visitantes estrangeiros venham para o país na Copa. Na Copa das Confederações, cerca de 20 mil dos mais de 700 mil ingressos vendidos eram para pessoas de outros países. Se cada estrangeiro comprou pelo menos um ingresso, seriam cerca de 20 mil visitantes vindos do exterior.
“Esse número [600 mil] de estrangeiros foi nos passado pela Fifa, com base na procura de ingressos que a entidade já tem”, disse ele. “A maior parte disso é de turistas do mundo corporativo, que vêm convidados por grandes empresas patrocinadoras para assistir aos jogos no país.”
Simão afirmou que a estimativa pode ser revisada. No entanto, afirmou não acreditar que as manifestações no país durante a Copa das Confederações afetem nos planos de estrangeiros. “Nós não estamos pensando que isso [os protestos] vai ter um impacto. Tudo isso só mostra que o Brasil é um país é um país transparente e sabe se organizar”, afirmou.
O secretário destacou que 80% dos estrangeiros que veem ao Brasil consideram o Brasil seguro. Disse também campanhas divulgadas na internet contra a Copa não mudaram os planos dos turistas. “A gente não pode fechar o olho para isso, mas acho que os argumentos do legado positivo vão acabar convencendo a população de que a Copa é positiva.”
O secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Antonio Pedro Figueira de Mello, ratificou o discurso de Simão. Disse que espera que a Copa das Confederações, apesar dos protestos, exponha o Brasil ao redor do mundo e incentive mais pessoas a vir ao Rio no ano que vem. “Essa mídia espontânea não tem preço”, afirmou.
Fonte: Vinicius Konchinski.
Do UOL, no Rio de Janeiro 
Selma Cabral
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