Segurança sanitária nos navios de cruzeiros:

Depois de tantos problemas a bordo dos navios de cruzeiros nessa temporada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulga pela primeira vez o ranking oficial das blitze feitas nos navios da costa brasileira. Feita com base na primeira fiscalização em navios no período de outubro de 2011 a maio de 2012.

 A lista classifica os navios em quatro categorias: A, B, C e D, de acordo com o grau de risco para saúde que cada embarcação apresentou na primeira fiscalização realizada pela Agência, na chegada desses cruzeiros ao Brasil.

A maioria das embarcações encontra-se na categoria B, ou seja, com boas condições sanitárias (acima da média). Quatro navios apresentaram excelentes condições e foram englobadas no padrão A da Anvisa.
Apesar de a maioria das embarcações estarem classificadas nos padrões A e B, as principais irregularidades encontradas durante as inspeções estão relacionadas aos serviços de alimentação, falha no monitoramento dos padrões de potabilidade da água e a presença de objetos estranhos na sala de ar condicionado.
Na última temporada (2010/2011), 38% dos casos de doença a bordo de navios de cruzeiro foram de diarréia aguda, tendo como principal agente causador o norovírus.   Esse vírus é, geralmente, transmitido por meio da ingestão de alimentos contaminados. 
Apesar da fácil disseminação e contágio, as infecções por norovírus, em geral, não são graves. Os sintomas se iniciam de 24 a 48 horas após a contaminação e são marcados por um quadro de diarréia aguda.
No que diz respeito aos serviços de alimentação, além do risco de contaminação cruzada, foram detectadas falhas no controle de temperatura de alimentos. Outra irregularidade freqüente é a existência de alimentos fracionados sem identificação e a constatação de alimentos fora do prazo de validade.

Mas cabe uma avaliação pessoal: Será que nunca nos preocupamos com essas questões antes? Sempre achamos os navios um primor de limpeza e higiene, ou porque não temos acesso à área de tripulantes, cozinhas e etc? O fato é que o simples ato de lavar as mãos sempre antes de qualquer coisa já vale muito e não custa nada!

Tá certo que ao longo dos anos, aumentou muito o número de passageiros e as temporadas foi ficando mais longas, mas nunca soubemos de tantos casos de epidemias a bordo, como nos últimos dois anos. E se analisarmos bem, é doenças transmitidas por vírus que rapidamente pode gerar um surto na embarcação.

É bom ficarmos atentos e de agora em diante as Companhias dos Cruzeiros devem aumentar os cuidados com a higienização dos navios.

Para saber na íntegra o ranking oficial da Anvisa é só entrar o no site:

Selma Cabral
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