O Turismo 2.0 e a influência sobre o novo perfil de turista Por: Rafael Starnini Rodrigues| Marcadores: Turismo 2.0, Web 2.0, Turismo e Viagens

Plataformas e aplicativos que se integram e facilitam o compartilhamento das mais variadas informações por toda a internet. O Turismo é sem dúvidas por motivos diversos, um dos setores  mais influenciados pelo conceito de Web 2.0.
O turista hoje, mais informado, torna-se agente de sua própria viagem. Constrói o seu próprio roteiro e desbrava em rede novos destinos antes inimagináveis. O Turismo 2.0 proporciona o surgimento de novos players no mercado, que ao utilizar daquela velha fórmula de focar em nichos específicos e ao aplicar muitas estratégias de mercado online, conseguem por diversas vezes aumentar os seus markets share.
Experiências de terceiros são compartilhadas na web em comunidades de viagens, redes sociais e blogs. Além de suporte para consultas, com e-brochuras, informações de roteiros e mapas detalhados, são breves exemplos do extenso e diversificado conteúdo online referente a um destino e/ou equipamento turístico, que influenciará decisões de usuários cada vez mais exigentes.
Com tanta informação detalhada e de fácil acesso, sem dúvidas o turista terá muita facilidade em escolher o melhor destino para curtir as próximas férias em família ou decidir os melhores hotéis para as suas viagens de negócios, certo? Não necessariamente!
Experimente analisar as opiniões referentes a um hotel em alguma comunidade de viagens como o Trip Advisor; opiniões tão divergentes e contraditórias em relação ao mesmo equipamento surgirão. Eu sei, desde sempre cada um tem a sua opinião e existe até ditado para isso. Mas temos que concordar, caso informações não sejam filtradas não estaremos tornando os processos mais simples.
Se não tornarmos os processos mais simples, perderemos mais tempo planejando a viagem do que curtindo. Pior que isso, é perder muito tempo planejando e ainda decidir errado, não é mesmo? Provavelmente esse turista voltará chorando para o seu agente de viagens.
Não são somente os viajantes que estão confusos, hoteleiros e comerciantes do tradeturístico também estão. Ao tentar compreender as mudanças tecnológicas do mercado, e comportamentais dos turistas, acabam por perder o foco na essência de seus negócios: O atendimento.
Seguem abaixo algumas dicas para Gestores de PME’s em Turismo posicionarem os seus negócios online de forma otimizada, considerando baixo orçamento de marketing.
Informações úteis e detalhadas
Não faça de seu website um simples e estático “cartão de negócios”, nem pense que um website “bonitinho” fará toda a diferença. “Content is King”. Abuse de textos, imagens e vídeos de qualidade.  Todos os dias usuários navegam na internet com perguntas sobre o seu mercado, se você não tiver condições de respondê-los, algum concorrente terá.
Um conteúdo original, dirigido e de qualidade facilitará no indexamento de suas páginas nos mecanismos de busca como o Google, dessa forma irá aumentar a visibilidade e tráfego do website. Integre o website com Redes Sociais através da instalação de widgets (aqueles “iconezinhos”), visando o compartilhamento das informações.
Você precisa descobrir como interagir com o seu público nas redes sociais. Ofereça algo original, seja através de notícia ou comentário, usuários são ultra-sensíveis à empresas que apenas propagam os seus produtos e não agregam valores para as suas necessidades. Desenvolva também conteúdo em outros canais através de comentários em blogs especializados, notícias, artigos, histórias, opiniões e  interações forums.
Sites de Turismo e Viagens, Parceiros e Canais de Distribuição Online
Amplie seus canais de distribuição e busque parceiros online.
Exemplos para determinados equipamentos turísticos: Agregadores de hotéis, sites de compras coletivas, e-marketplaces.
Crie contas em sites de avaliação, diretórios e em redes sociais voltadas ao segmento. Mantenha as suas contas atualizadas e com informações de contato, descrições de serviços e ofertas, além de muitas fotos e vídeos.
Os viajantes compartilharão experiências
É tudo uma questão de expectativa. Não pode cumprir, então não ofereça.
Pense que ferramentas da Web 2.0 surgem como canais de atendimento pré/durante/pós-venda.
Não é uma questão de pessimismo, porém, precisa agradar um tanto quanto para um cliente fazer um comentário positivo espontâneo na rede. Ao mesmo tempo que não precisa desagradá-lo tanto assim para ele expor a sua insatisfação.  Alertas do Google, TripAdvisor e Twitter irão ajudá-lo a acompanhar comentários referentes a sua empresa, enquanto ferramentas de monitoramento de reputação ajudará a fazer o gerenciamento.
Selma Cabral
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