Patrick Vaysse
20/01/2014 11:00
*Patrick Vaysse
O mercado hoteleiro no Brasil cresce todos os anos e depois de ser escolhido como a sede dos maiores eventos esportivos da atualidade, a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, o país acelera ainda mais a expansão nessa área.

O problema é se a demanda será atendida de forma adequada aos padrões internacionais e se teremos a chance de mostrar aos turistas uma boa imagem ou não. É aí que esbarramos na necessidade de melhorias, não apenas na hotelaria nacional, mas também em todo o setor do turismo.

Para começar, o Brasil não possui quase nada de hotelaria de luxo. O que temos, atualmente, são muitos hotéis que cobram alto e que não entregam os mesmos serviços de um hotel de luxo no exterior, e que geralmente cobram bem menos.

Hotéis considerados de luxo, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, são apenas upscale nos EUA e em países da Europa. Se avaliarmos o tamanho do Brasil há poucas bandeiras “de luxo” para atender uma demanda grande e atual. As principais bandeiras que atendem esses clientes não estão no país por conta do chamado “custo Brasil”.

Além disso, faltou planejamento e investimento por parte do governo para que o setor estivesse mais a frente, contando com serviços modernos e soluções inovadoras. O setor hoteleiro no Brasil anda estagnado há muito tempo, sem inovação ou novidades. Há quatro anos, quando foi anunciado que o país sediaria os jogos olímpicos e a Copa, foi quando os profissionais hoteleiros e os investidores viram a necessidade de melhorias nessa área. Infelizmente, muito tarde para se equiparar aos padrões internacionais e por essa razão os preços também dispararam e são cobrados valores muito acima do real.

Ainda que faltem hotéis de luxo e investimento nessa área, o que vemos é a falta de escolas e base de conhecimento para muitos profissionais do setor. Atualmente, a infraestrutura hoteleira é reduzida, não há inovação e o que surpreenda os hóspedes. Um clássico exemplo é o wi-fi, cobrado na maioria dos hotéis brasileiros e disponível gratuitamente na maioria das ruas e dos hotéis de cidades como Nova York. É claro que ainda nem todos os lugares disponibilizam o serviço gratuitamente, mas poderíamos sair na frente e já disponibilizar este serviço sem custo algum aos hóspedes.

Outro problema é a língua. Muitos brasileiros não falam inglês, na verdade apenas 5% dominam o idioma, de acordo com levantamento feito pelo British Council. Isso faz com que seja difícil a comunicação dos turistas nos hotéis e nas cidades, que também não contam com placas informativas em inglês.

Ainda há a falta de moeda nacional disponível para saque nos bancos, falta de guias turísticos, entre outros. Ou seja, falta estrutura para o turismo nacional, não apenas novidades na hotelaria, mas também novidades em todas as áreas que envolvem o turismo.

O necessário é estudar diferentes perfis de turistas, para conhecer melhor as culturas e saber como recebê-los de forma adequada, sempre surpreendendo positivamente. Ainda é preciso investir em educação hoteleira, formação de profissionais e seguir novas escolas do conhecimento, modernizar e se inspirar em modelos internacionais de sucesso. Só assim, poderemos nos equiparar aos padrões internacionais de hotelaria.
* Patrick Vaysse é consultor hoteleiro e proprietário da Vaysse Consultoria. Já prestou serviços por mais de 20 anos para o grupo Accor e diversas outras redes nacionais e internacionais.

Muito interessante essa matéria da Folha:

BÁRBARA LIBÓRIO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
FILIPE OLIVEIRA
DE SÃO PAULO
O número de hostels listados no Cadastur (Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos), que reúne estabelecimentos legalizados junto ao Ministério do Turismo, cresceu 33% em 2013, chegando a 114. No entanto, a viabilidade dos alojamentos ainda é questionada.
Hostels –que, em geral, oferecem hospedagem em quartos coletivos por preços menores– nem aparecem na pesquisa mensal de intenção de viagem, realizada pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pelo Ministério do Turismo com brasileiros: são classificados como “outros”, na última posição.
Ainda fora da cultura brasileira, a esperança de quem aposta em hostels é baseada principalmente no aumento da procura por estrangeiros.
Entre eles, a participação dos hostels em relação a outros tipos de hospedagem é pequena, à frente apenas da opção por ficar em uma casa própria no Brasil.
Esses estabelecimentos abrigaram 4,9% dos estrangeiros em 2012, último dado disponível, o dobro do registrado em 2006.
Para Enrico Fermi Fontes, presidente da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), os turistas estrangeiros ainda buscam credibilidade e preferem optar por redes de hotéis a hospedagens alternativas.
“Quem pretende investir no setor precisa ter em mente que a sustentabilidade do negócio vai depender da demanda do turismo nacional. Não adianta só pensar na Copa do Mundo”, diz.
Da esq. para a dir., Luciano Fanucchi, Gustavo Rondon e Gustavo Dermendjian, do Bee.WRaquel Cunha/Folhapress
Gustavo Dermendjian, 32, e seus três sócios investiram R$ 680 mil para inaugurar o hostel Bee.W, em São Paulo, no ano passado. Ele afirma que a expectativa com o Mundial era alta, mas não se confirmou.
“Nós esperávamos lotação máxima nos 30 dias de julho. Mas muito aconteceu no país e já não contamos com a vinda de tantos estrangeiros”, explica. A expectativa de faturamento para o período caiu entre 30% e 40%.
Segundo ele, o mercado de hostels ainda está “engatinhando” no Brasil. “A exceção é o Rio de Janeiro, onde o mercado é bem forte e a procura é maior”, diz.
O hostel também tem um bar aberto ao público, uma fonte de renda alternativa.
Para Renê Fernandes, professor da FGV, os albergues têm espaço para crescer. “Lisboa, em Portugal, tem 150 estabelecimentos listados. São Paulo é uma região metropolitana maior e tem 59.”
Ana Flávia Accursio, 23, está investindo em um hostel que deve ser inaugurado em março em São Paulo. A ideia é levar o SP011 para outras capitais, como Belo Horizonte e Salvador.
Ela e seu sócio devem investir R$ 400 mil no estabelecimento e estão apostando no turismo de negócios e de grandes eventos, como feiras e festivais musicais.
No Bee.W, as vagas para o festival de música Lollapalooza, que ocorrerá em abril, já se esgotaram.
Já para ter receita com a Copa, as estratégias serão diferentes. Enquanto o SP011 prefere garantir a ocupação completa a aumentar os preços, o Bee.W está cobrando diárias quatro vezes mais altas que as normais. 


Editoria de Arte/Folhapress
Dados  do governo apontam que de cinco meninas, uma será abusada sexualmente antes de completar 18 anos. E ainda mostram que um menino em cada dez também será abusado neste mesmo intervalo de tempo e quase 8 milhões de crianças desaparecem por ano em todo o mundo. Algumas saem de suas casas para fugirem dos maus-tratos, outras em decorrência da epidemia do crack, ou são subtraídas do seu lar pelo tráfico internacional de crianças.. São números que impressionam, mas, para muitas crianças e adolescentes isto é a realidade.
Este  é um assunto que atinge toda a sociedade organizada ou não, direta ou indiretamente. Crianças e adolescentes têm seus sonhos roubados, pois as agressões deixam marcas  no corpo e na alma.
Desde  que foi criado o Disque 100 para denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, centenas de denúncias ocorreram o que confirma que não conseguimos proteger nossas crianças como elas merecem.
Sempre achamos que o maior número de vítimas são das regiões Norte e Nordeste do País, devido as condições sócio-econômicas, mas na região Sudeste, justamente a que concentra a maior renda per capita apresenta grande número de denúncias 35% do total. Então, há algo errado e as penas para os agressores são muito brandas quando de fatos esses agressores são punidos, pois, na maioria das vezes, eles se aproveitam da fragilidade física, da dependência emocional e financeira e submetem as nossas crianças e adolescentes a maus-tratos e principalmente ao abuso sexual. As vítimas em sua grande maioria sofrem caladas. Não falam, pois as agressões são veladas e muitas vezes entre quatro paredes e  até por pessoas próximas à família.
Seremos o País sede da Copa do Mundo, das Olimpíadas, receberemos turistas de todo o mundo, e com isto nossas crianças ficarão ainda mais vulneráveis ao turismo sexual, se  não tivermos ações mais eficazes para coibir essas atitudes. É preciso que todos nós brasileiros lutemos juntos para mostrar ao mundo que nossas crianças são nosso maior patrimônio e devem ser protegidas.

Na Copa das Confederações o Ministério do Turismo lançou uma campanha contra a exploração sexual de crianças, é pouco diante dos números alarmantes que temos, mas se cada um fizer um pouco, tremos de fato, ações mais efetivas e quem sabe conseguiremos diminuir esses números nas próximas pesquisas.

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